Bom, o objetivo desse tumblr é um pouco diferente do de costume. Aqui pretendo escrever histórias fictícias, contos, enfim, coisas do tipo, eu de fato nunca vi um tumblr com esse propósito, daí tive essa idéia e achei que talvez pudesse ser legal, enfim, se gostarem, me sigam, contem pro amiguinho ou pra amiguinha, recomendem, ou qualquer coisa do gênero, se acharem que devem :D
January 1st, 2012
Prefácio - Caminhos da Vida
September 21st, 2011
Encanto Divino (Capítulo III: O Sorriso Em Meio Às Sombras)
Era madrugada e se ouvia o uivar dos lobos na floresta, aonde estava Horith, que caminhava em direção a Tarn-eth para entregar a carta de Eryn para Linna, e após praticamente duas horas de caminhada, com o dia já amanhecendo, Horith chegou ao seu destino, o posto de Tarn-eth aonde se recebiam as cartas vindas de fora do vilarejo, e se deparou justamente com Linna, que era a quem fazia as entregas dentro do vilarejo.
- Bom dia! - Disse Horith, que já demonstrava certo cansaço depois de sua longa caminhada, logo entregando a carta para a bela jovem.
- Bom dia! Eu não te conheço de algum lugar? Illyan, talvez.. Não? - Disse Linna, enquanto encarava o mensageiro, ela já havia visto o jovem mensageiro em Illyan, no Natura Festivitas.
- Olha, é verdade! Você é a violinista que tocou no festival, não é?!
- Sim, sou eu mesma, me chamo Linna, prazer em conhecê-lo! - Dizia Linna, sorridente.
- Eu me chamo Horith, e o prazer é meu! Mas então, que coincidência, a carta que venho entregar é justamente para você, Linna! -Horith riu brevemente- É de Eryn, ele é meu amigo de longa data e me pediu para vir te entregar o mais rápido possível, em troca ele vai pegar o turno da manhã das entregas, já que não vou ter energia para me manter acordado pela manhã. Volto agora para Illyan, ou seja, mais duas horas de caminhada, e assim que eu chegar em casa vou descansar, para poder estar disposto para trabalhar o resto do dia.
- Que ótima surpresa! E eu nem tinha percebido que a carta era pra mim mesma, no momento em que me entregou - Linna riu descontraidamente. - Mas então boa sorte em sua caminhada, Horith, e bom descanso também! -Dizia a jovem, que não conseguia esconder o tamanho da felicidade que sentia naquele momento, pois o sorriso não saía de seu rosto.
- Muito obrigado, Linna, e até breve, pois tenho certeza que Eryn escreverá novamente! - Horith riu brevemente, enquanto começava a fazer o caminho de volta para Illyan.
Linna mal podia esperar para ler a carta de seu amado, porém não podia fazer isso enquanto estava em serviço, pois se algum supervisor a visse, ela poderia ser multada, ou ter seu salário descontado.
Tarn-eth era um vilarejo que crescia cada vez mais, e tinha cada vez mais regras, restrições, multas, taxas e todos esses fatores que oprimem uma população, e tudo isso por culpa de Fenethin, o lider opressor e ganancioso, que um dia fora um elfo da luz, e que nas antigas guerras élficas lutava sempre em prol do bem maior, mas que atualmente está afogado em um mar de escuridão, mar este que ele conheceu em justamente em uma das guerras élficas do passado, sua última guerra…
Nos tempos dos anciões, haviam muitas guerras entre os elfos e a antiga raça que habitava esse planeta (não se sabe muito sobre essa raça, os sábios que viveram esta época fizeram um juramento à Mãe Natureza para não falarem mais detalhadamente de tal raça, porém ninguém sabe ao certo motivo de tal juramento, a única informação que se tem sobre essa raça é que eles se chamavam Aerus) e justamente em uma dessas guerras, Fenethin viu seu filho e sua esposa serem assassinados pelos Aerus, aquilo ali praticamente arrancou seu coração e o fez entrar em depressão profunda, sua tristeza parecia sem fim, passou anos de sua vida revivendo esse doloroso momento em sua mente, eis que um dia ele resolveu simplesmente esquecer tudo isso, e seguir com sua vida, o problema foi que ele resolveu seguir sua vida pelo caminho das sombras, uns dizem que ele aprendeu artes sombrias com os Aerus, e isso deu maiores poderes à ele, outros já dizem que ele oprime sua população por simples prazer e sadismo, enfim, muitos rumores existem à cerca de Fenethin, mas a única certeza é que ele atualmente é um tirano opressor, e isso causa revolta de parte da população de Tarn-eth, e essa parcela revoltada da população faz parte de um grupo chamado de Narthron, um grupo que tem como objetivo acabar com a tirania de Fenethin, só ainda não se sabe o caminho a ser trilhado para alcançar tal objetivo, já que todas as tentativas do grupo haviam fracassado.
Essa era a realidade de Tarn-eth que Linna vivia, um povo aterrorizado pelo tamanho da sombra de um líder tirano, uma população dividida entre esses que tem medo, e os que se revoltam e acabam sofrendo árduas consequências por isso. Linna era da parcela não-revoltada da população, e diferente da maioria, a jovem violinista não temia às sombras de Fenethin, mas ainda assim preferia não pôr sua vida em risco, pois por mais que as condições de vida no vilarejo não fossem das melhores, ela não deixava que isso afetasse sua felicidade e seu amor pela vida. Enquanto ela fosse capaz de acordar, sorrir para o dia, para toda a natureza e toda a vida ao seu redor, não existiria sombra capaz de afetar sua luz.
Após uma manhã inteira de trabalho, chegou a hora do almoço, e Linna iria aproveitar o momento para ler a carta de Eryn, então foi até sua casa o mais rápido possível, para que pudesse ler a carta e almoçar no curto período de tempo que a jovem tinha. Ao chegar em casa Linna encontrou sua mãe, Leniel, que havia acabado de fazer o almoço.
- Boa tarde, mãe! Ué.. O pai não almoça em casa hoje? Cadê ele? - Perguntava Linna
- Boa tarde, minha filha! Seu pai não almoçará em casa hoje porque vai ter uma reunião dos Narthron.. Ai ai, me pergunto quando que isso tudo vai acabar, minha filha.. - Leniel soltou um breve suspiro após o que disse.
- Eu também não gosto nada que meu pai se envolva com esses rebeldes, mas se nem nós que somos a família dele conseguimos convencê-lo a se afastar disso, ninguém vai, não é verdade?
- Exatamente isso, minha filha. Em parte eu até o entendo, acho que você também, pois é muito triste ver a situação atual de Tarn-eth e não poder fazer nada a respeito, mas ainda assim.. Ele está pondo a própria vida em risco, e um dia ele ainda vai me matar de preocupação.. - Linna riu brevemente após as palavras de sua mãe.
- Mas então, mãe, o almoço já está pronto, certo? - Perguntou Linna
- Sim, minha filha, sei que seu tempo de almoço é curto, então pode pegar seu prato logo, senão vai se atrasar e daí já sabe o que acontece né.
- Farei isso sim, mãe, mas antes preciso fazer outra coisa, mais importante até do que o meu almoço.. - Linna logo se sentou na cadeira da mesa da sala de sua casa e abriu o envelope com a carta de Eryn, logo começando a ler a mesma, e enquanto a lia, mantinha sempre o sorriso no rosto, e sua mãe a observava.
- Olha só, recebendo cartas de amor! Isso me lembra de quando seu pai me escrevia também, nos tempos das guerras élficas, eu morria de preocupação, e como se não bastasse, ele ainda faz isso comigo até hoje, aquele velho ranzinza.. - Leniel ria após o próprio comentário, e Linna logo terminou de ler a carta de seu amado.
- Eu o conheci em Illyan, mas foi algo muito estranho, porque o que sinto por ele é muito forte, mas nos conhecemos pouco, não tivemos muito tempo para convivermos mais, infelizmente, mas pretendo vê-lo assim que possível, pois assim como ele, também sinto saudades. - Disse Linna
- Se o que sente por ele é amor, tudo que tenho para te aconselhar é que não hesite em fazer até o impossível para viver esse amor, minha filha, ame sem medo, porque o caminho do amor é o caminho para alcançar a felicidade, muitas vezes esse caminho tem obstáculos que parecem insuperáveis, mas só parecem, e tenha certeza que vale à pena se esforçar para superar quaisquer obstáculos que venham a entrar no caminho desse amor, pois o que você vai alcançar no final é a felicidade, e uma felicidade que até então você nunca sentiu. - Após o que Leniel disse, Linna levantou da cadeira e abraçou carinhosamente sua mãe.
- Muito obrigada, mãe, pode ter certeza quer farei tudo exatamente como você me disse, e sei que ele também fará até o impossível pelo nosso amor e juntos superaremos quaisquer dificuldades que possam entrar no nosso caminho, aliás, já estamos fazendo isso, a distância é uma espécie de dificuldade, só é fraca demais para abalar o nosso amor. - Linna sorria enquanto terminava de abraçar sua mãe.
- Fico muito feliz em te ver assim, minha filha, e sabe que sempre que precisar pode contar com sua mãe, não é? Aliás! Por falar nisso, e sua irmã Tarina, como está lá em Illyan? Ela ainda mora sozinha ou já encontrou um amor também?
- Tarina está morando sozinha ainda, mãe, mas ela está muito bem em Illyan, a vida lá é simples mas é repleta de felicidade, pelo visto, fiquei muito feliz em vê-la quando estive lá esses dias, além de estar morrendo de saudades dela, fiquei feliz por vê-la tão bem, realmente acho que ela não iria conseguir viver aqui em Tarn-eth, ela provavelmente se juntaria aos Narthron por não aceitar as regras de Fenethin, e ela, tendo previsto isso, fez a escolha que fez, saiu daqui para viver em um lugar onde ela pudesse ter paz de espírito.
- Que ótima notícia, minha filha! Tem tanto tempo que não a vejo, sinto muita falta dela, a infância de vocês duas foi a melhor fase da minha vida e da vida do seu pai, sabiam? Éramos tão felizes e unidos, e Tarn-eth era um lugar ótimo, mas as coisas mudam, e pelo menos hoje em dia apesar de tudo, ainda me considero uma pessoa feliz, e muito orgulhosa de ter filhas que se tornaram lindas elfas adultas e capazes de conduzirem a própria vida. - Dizia Leniel, que logo abria um largo sorriso.
- Concordo contigo, mãe, as coisas eram realmente melhores aqui em Tarn-eth quando éramos crianças, e éramos realmente felizes, mas ainda somos, e se eu e Tarina nos tornamos o que somos atualmente, devemos a você e ao nosso pai, pois nos deram todo o amor, carinho e educação que precisamos na nossa infância. Mas minha nossa! Olha a hora, mãe, eu simplesmente perdi a noção do horário e meu horário de almoço já tá acabando. - Dizia Linna, que logo se sentou à mesa e comeu ao menos um pouco do almoço que sua mãe havia preparado, já que seu tempo estava acabando - Até mais tarde, mãe! Se cuide! - Após tendo dito isso, foi correndo às pressas em direção ao posto de entregas aonde trabalhava, e por sorte conseguiu chegar à tempo.
Enquanto Linna trabalhava, seu pai, Heretir, estava tendo uma reunião com os Narthron, pois ele se interessava em ajudar a causa dos rebeldes, já que também não aguentava mais o terror de Fenethin que paralisava grande parte dos habitantes de Tarn-eth, ele como um ex-guerrilheiro das batalhas élficas do passado, achava inadmissível uma pessoa que lutou junto à ele pelo bem dos elfos agora estar oprimindo toda uma população que é composta por elfos assim como ele. E assim, Heretir e Skrigar, o líder dos Narthron, discutiam uma possível estratégia para tirar Fenethin do comando.
- É muito bom poder contar com o seu apoio, senhor, já que lutou nas mesmas guerras que Fenethin. - Dizia Skrigar
- Eu que agradeço por terem me aceito oficialmente aqui no grupo, espero poder ajudá-los nessa causa, esse reinado de Fenethin tem que chegar ao fim e logo.
- Concordo, mas o problema é que nós não sabemos o que pode ser feito para isso, todas as nossas tentativas até hoje foram sufocadas e fracassaram, Fenethin é muito bem informado sobre tudo que acontece aqui em Tarn-eth, a princípio tínhamos um traidor aqui no nosso grupo que informava Fenethin sobre tudo que fazíamos e falávamos aqui, mas já nos livramos do indivíduo.. Por culpa dele nossos planos sempre falharam, mas agora as coisas vão mudar, já que você veio para substituí-lo como conselheiro principal.
- Provavelmente a única saída será combater o mal com o próprio mal.. - Dizia Heretir, que parecia pensativo
- Você quer dizer.. Uma guerra civil ou algo do gênero?!
- Acho que é o único jeito, mas não quero que minha família esteja aqui para presenciar esse horror, tenho uma esposa e uma filha aqui em Tarn-eth e não quero que elas corram sequer o mínimo risco de vida. Mas isso não é algo para acontecer agora, de imediato, meu caro. Claro que não quero que demore muito para acontecer, mas também não devemos nos apressar, porque a pressa pode significar o nosso fracasso. Para podermos começar uma guerra contra Fenethin, temos que pensar primeiro no ponto mais fraco dele, e começar bombardeando com toda força nesse ponto..
- Concordo, mas se tratando de Fenethin é difícil de pensar.. Qual poderia ser o ponto fraco dele? - Perguntou Skrigar
- Não precisa ser exatamente o ponto fraco dele como elfo, mas o ponto fraco do governo dele, até uma coisa simples, como por exemplo saber o horário onde circulam menos guardas na cidade, já é algo que podemos usar. Então nos próximos dias eu aconselho que nós, o grupo todo, se espalhe pelo vilarejo, aliás, isso não é nem mais um vilarejo, é uma cidade, convenhamos, tendo em mente o tamanho e a proporção na qual a cidade cresce, e precisamos estudar como a cidade funciona, em todos os horários, e principalmente, precisamos conhecer cada rua desse lugar, então precisaremos fazer um mapa, já que Fenethin não os vende.
- É uma ótima ideia, senhor, então não vamos perder mais tempo, podemos começar a estudar toda a cidade nessa noite, e claro que teremos que manter a maior cautela possível durante a madrugada, para que não notem mais movimentação do que a de costume.
- Ótimo, avise o resto do grupo, eu começarei a agir apenas amanhã, pois já está anoitecendo e tenho que jantar em casa, com a minha esposa e minha filha.
- Então até amanhã!
- Até, jovem! - Dizia Heretir, já saindo do atual lugar onde o grupo se encontra.
Com isso, anoiteceu Heretir voltou andando para sua casa, e embora sua mente não parasse de pensar em como fazer essa futura guerra ter sucesso e vitória dos Narthron, em casa ele ainda não podia falar nada sobre isso para Linna e Leniel, e tinha que agir como o pai e marido que sempre foi. A essa hora Linna já estava em casa com sua mãe, e ambas esperavam Heretir para o jantar, e não demorou muito até que o mesmo chegasse em casa, exausto depois de um dia inteiro em reunião com os Narthron, mas não importa o quão cansativos sejam os dias, Heretir pensa que se no fim de cada dia ele for recebido com carinho e felicidade pela sua mulher e sua filha, então todos os dias por mais cansativos e estressantes que sejam, valerão à pena.
- Pai! Boa noite! - Dizia Linna.
- Boa noite, minha filha! Como foi seu dia hoje? Muito cansativo? - Heretir sorria, embora estivesse nitidamente cansado
- Um pouco sim, pai, mas foi um ótimo dia! E o seu dia como foi?
- Meu dia foi muito cansativo, mas foi produtivo, minha filha, eu sei que você e sua mãe não queriam que isso acontecesse, mas me juntei aos Narthron oficialmente hoje..
- Nós já imaginávamos que isso iria acontecer.. Mas tome cuidado, pai, não ponha sua vida em risco, eu e a mãe precisamos de você aqui com a gente! - Heretir sorriu após as palavras de sua filha.
- Tudo bem, minha filha, eu vou estar sempre com vocês, são vocês que me fazem feliz nessa vida, preciso de vocês tanto quanto vocês precisam de mim. - Nesse momento Leniel saía da cozinha e servia a janta para todos.
- Boa noite, querido! Sentimos sua falta hoje no almoço, mas como foi seu encontro com os Narthron? - Perguntou Leniel
- Eu também senti falta de almoçar aqui com vocês, meus amores, mas é como eu tava dizendo para nossa filha, hoje foi um dia decisivo, me juntei aos Narthron oficialmente, querida, eu sei que você não gosta da ideia, mas é o que eu sinto que devo fazer..
- Está tudo bem, querido, eu realmente não queria te ver correndo risco nunca mais, o período das batalhas e guerras élficas já foi difícil demais para mim, mas se você sente que é o certo a ser feito, então faça, eu estarei aqui sempre que você precisar, meu amor, da mesma forma que estive a muitos anos atrás. -Dizia Leniel
- Me deixa muito feliz saber disso, assim não vou sentir que estou fazendo algo contra a vontade da minha família. -Heretir sorriu, e logo após o que disse, Heretir começou a jantar, assim como Linna e Leniel.
Todos jantaram e logo em seguida foram pros seus quartos, Linna não tirava Eryn de seus pensamentos, e assim que chegou em seu quarto resolveu escrever uma carta para seu amado:
Meu querido Eryn,
Já estou sentindo saudades suas também, mas estou bem, não se preocupe, a vida em Tarn-eth não é nada fácil, mas não deixo com que todo esse ar carregado de medo e toda essa opressão me afete, e agora vai ser mais difícil ainda de qualquer coisa, por mais negativa que seja, me afetar, pois conheci um certo elfo flautista que me faz sorrir a cada vez que lembro dele, sabe? E se consigo sorrir é porque sou feliz, e se sou feliz, do que mais eu preciso? Além de você, acho que nada. Eu também ainda me sinto confusa em relação a tudo isso, a tudo que sinto por você, porque é tão forte e veio tão repentinamente, mas vamos fazer o seguinte? Vamos lidar com isso sem medo de sentir, se for forte demais para a gente controlar, que a gente deixe isso nos levar, porque se for amor o que sentimos, sabe aonde iremos parar? Na felicidade, e tem coisa melhor do que ser feliz ao lado de quem amamos? Bom, querido, sinto sua falta e mal posso esperar para te ver e te abraçar novamente.
Linna
Assim que Linna escreveu a carta, a jovem se deitou e adormeceu, pois estava extremamente cansada, e no dia seguinte, levantou muito cedo para poder deixar a carta que havia escrito com seu amigo Tenrin, que realizava as entregas de Tarn-eth para qualquer outro vilarejo, porém o mensageiro a informou que levaria quase uma semana para poder entregar em Illyan, já que tinha entregas oficiais acumuladas e ele precisava fazê-las com urgência, e assim foi, já que não havia outra solução, a jovem elfa compreendeu a situação do amigo.
—————————— FIM DO CAPÍTULO III—————————-
Primeiro vou pedir desculpas pela demora de três semanas pra escrever esse terceiro capítulo, prometo que vou tentar escrever com mais frequência, até porque escrever dá trabalho mas é prazeroso. E também queria agradecer aos meus 102 seguidores por me seguirem, pra muita gente pode ser um numero pequeno, e provavelmente maioria desses seguidores nem lê essa minha história, mas eu já acho que é bastante, ao menos o suficiente pra me deixar feliz com esse blog, aliás, até mais do que suficiente pra isso, valeu também galera que tem perguntado e elogiado na ask, se tiverem alguma crítica negativa nem hesitem em mandar também, aceito todas as críticas e as acho importantes pra eu melhorar meus textos e etc, enfim, acho que é isso. ALIÁS, quase que eu ia me esquecendo, recebi uma sugestão a um tempo atrás, e me disseram o seguinte: “Não seria melhor escrever e postar só uma sinopse do capítulo e um link pro download do pdf completo?”.
Então, eu particularmente não sei, pra mim tanto faz, mas o que fica melhor pra vocês lerem? Postar aqui a sinopse e um link pro download do pdf completo ou postar logo o capítulo todo aqui? Foi o (bymyeyes.tumblr.com) que mandou essa sugestão, valeu, cara!
Agora sim, é só isso, galera, até o próximo capítulo! o/
August 22nd, 2011
Encanto Divino (Capítulo II: Um Novo Amanhecer)
E então os tempos de celebração do Natura Festivitas haviam chegado ao fim naquela noite em que Eryn se despediu da jovem violinista Linna, no amanhecer do dia seguinte a vida dos elfos de Illyan voltaria à sua rotina, o que não era um motivo de tristeza para os elfos, eles amavam suas vidas, suas rotinas, e só esse amor pela vida já é um motivo para serem felizes.
Ao nascer do sol, Eryn acordava, e mesmo que sua mente ainda estivesse viajando nas memórias do Natura Festivitas, o jovem precisava voltar à sua rotina, e quando não estava se apresentando com Haedric, Eryn trabalhava com seu pai, ajudando-o na administração do vilarejo de Illyan quando necessário, e à medida em que o vilarejo crescia, mais difícil ficava para Iltharin se encarregar de todas as atividades administrativas, logo, precisava de seu filho, porém não naquele dia, no dia após o festival, Iltharin decidiu dar folga para seu filho, para que o mesmo pudesse descansar mais do agitado festival, e com isso, Eryn resolveu visitar Haedric, para conversar com o amigo sobre a tormenta de sentimentos que estava em seu coração, Haedric era mais velho e mais experiente em relação a isso do que Eryn, pois o violonista era casado e estava para se tornar um pai de família.
Ao chegar na casa de Haedric, Eryn logo avistou Narnith cuidando das flores que havia ali no jardim de sua casa, Narnith era a esposa de Haedric, uma bela moça, sempre muito simpática e amigável, e atualmente mais feliz do que nunca, devido a sua recém-descoberta gravidez, gravidez que Eryn logo notou ao vê-la, pois as mulheres elfas quando grávidas tem a cor de seus olhos mudada, como sinal de que ali habita mais uma alma, uma alma em formação.
- Bom dia, Narnith! -Disse Eryn, cumprimentando a jovem.
- Olha, que surpresa agradável! Um bom dia para você também, Eryn, veio visitar seu amigo? - Respondeu Narnith, sorridente.
- Isso mesmo, ele já está acordado? Me desculpe ter vindo tão cedo, é que realmente preciso conversar com ele.
- Imagina, Eryn, você é sempre bem vindo aqui em casa, você sabe disso! Ele já está acordado sim, pode entrar que ele deve estar em seu quarto, e fique à vontade! - Disse Narnith, logo abrindo a porta de sua casa para Eryn
- Ah, obrigado! Ah, quase que ia me esquecendo, meus parabéns pela gravidez! - Dizia Eryn, enquanto entrava na casa e ia andando em direção ao quarto de seu amigo.
- Muito obrigada, Eryn! - Disse Narnith, que logo voltava a seus afazeres enquanto Eryn entrava no quarto de Haedric.
- Agora é a minha vez de invadir o seu quarto e te acordar, bom dia, meu amigo! - Eryn ria descontraidamente.
- Eu sabia que teria vingança, eu sabia! - Haedric também ria da situação - Mas bom dia, Eryn, o que faz aqui tão cedo? - Perguntou.
- Eu vim aqui tão cedo porque preciso conversar contigo.. Minha cabeça e meu coração estão muito confusos e ninguém melhor do que meu melhor amigo para ouvir meus problemas, não é verdade? - Eryn riu brevemente após o que disse.
- Mas não podia esperar ficar um pouco mais tarde?! Brincadeira, você sabe que pode vir a hora que quiser, aqui é praticamente sua segunda casa, tanto eu quanto minha esposa adoramos te receber aqui, mas bom, então me diga o que tem te incomodado. - Disse Haedric
- Eu simplesmente não consigo tirar a Linna da minha cabeça e meu coração, minha mente fica viajando nas lembranças de cada sorriso e cada olhar dela, e meu coração bate mais forte só de lembrar desses poucos momentos em que vivi com ela no festival, então te pergunto, já sentiu isso por alguém sem nem mesmo conhecer profundamente a pessoa? Aliás, é isso que você sente por Narnith?
- Bom, eu notei a forma que ela mexeu com você e também notei que fez o mesmo com ela, e acho que posso dizer que sim, é isso que sinto por Narnith, ela é a mulher da minha vida, eu a amo como amo a mim mesmo, ela me completa, posso dizer que atualmente estou vivendo a fase mais feliz da minha vida, meu amigo, construindo uma família com a mulher que vai estar sempre ao meu lado. E bom, se acha que o que sente por ela é amor mesmo, vá em frente, mas tenha certeza se é amor, o amor de verdade tá acima de qualquer desejo ou qualquer paixão, eu digo isso porque o desejo e a paixão são coisas que geralmente nos iludem e as vezes podem fazer com que a gente ache que tá amando, quando na verdade é só desejo. Quando amamos de verdade, nós passamos a ficar felizes só de ver a outra pessoa feliz, independente dela estar ao nosso lado ou não, o amor de verdade é incondicional, Eryn, tenha isso em mente.
- Eu ainda vou refletir melhor sobre isso tudo, Haedric, foi tudo muito rápido e inesperado, eu concordo, tenho que ter certeza que o que sinto por ela é amor, não posso me deixar enganar ou me iludir, enfim, é muito cedo para qualquer certeza agora, o tempo vai ter que passar um pouco, mas enfim, o que vou fazer agora é procurar a irmã de Linna que mora aqui em Illyan, pode ser que eu a conheça e nem mesmo sei disso, vou perguntar ao meu pai se ele sabe algo sobre ela, já que meu pai aparentemente conhece cada habitante desse vilarejo. - Disse Eryn, que parecia pensativo
- Faça isso sim, é o certo a ser feito, e quando precisar eu to sempre aqui, já sabe -Disse Haedric, sorrindo.
- Muito obrigado, meu amigo, de verdade, pode ter certeza que ainda vou te encher bastante a paciência com isso, Sr. Futuro Pai de Família, então até mais! - Disse Eryn, rindo enquanto saía do quarto do rapaz, e logo após se despedir brevemente de Narnith, voltou para sua casa, à procura de seu pai.
Logo ao entrar em casa encontrou o sábio Iltharin em seu local de costume, no jardim aos fundos da casa, observando o rio que corria ali perto, debaixo do sol daquela agradável manhã.
- Meu pai, preciso de sua ajuda! - Exclamou o jovem elfo.
- Eu sei, meu filho, notei isso no momento em que acordei, pude ver que alguma coisa havia mexido com o seu interior, e com isso, você parecia extremamente confuso e pensativo, mas então me diga, como posso ajudá-lo, filho? - Perguntou o sábio.
- Eu preciso saber se você sabe de alguma elfa que more aqui em Illyan que tenha vindo de Tarn-eth, aliás, eu nem mesmo sei se ela veio de Tarn-eth, mas a irmã dela é de lá, então creio que ela tenha vindo do mesmo lugar, então como o senhor conhece cada habitante de Illyan deve saber. - Dizia Eryn, que parecia um tanto ansioso pela resposta de seu pai.
- Bom, de fato só existe uma elfa que veio de Tarn-eth, o que não é muita surpresa, pois os habitantes de Tarn-eth raramente conseguem sair de lá.. Mas enfim, o nome da elfa que procura é Tarina, ela mora ao lado de Horith, nosso mensageiro daqui do vilarejo, então acho que vai conseguir encontrá-la com facilidade, meu filho.
- Muito obrigado, pai! Mas então, o senhor disse algo que me deixou curioso.. Por que os habitantes de Tarn-eth raramente conseguem sair de lá? - Perguntou Eryn
- Meu filho, nem todos os vilarejos são pacíficos e felizes como Illyan, pois alguns elfos se perdem nas sombras, e é o caso de Tarn-eth, o líder de lá é um elfo que há muito tempo atrás foi meu amigo, quase um irmão, mas ele se perdeu nas sombras, e mergulhou cada vez mais a dentro da escuridão, e hoje em dia ele só quer saber de acumular riquezas materiais, se tornou um elfo ganancioso e arrogante, aliás, nem parece mais um elfo, para ser sincero.. E então esse ser ganancioso aparentemente cobra por cada coisa que fazem em Tarn-eth, se paga para sair de lá, para entrar lá, tudo para enriquecê-lo cada vez mais, é uma triste realidade. - Dizia Iltharin
- Nossa.. Que coisa, eu não imaginava que existiam elfos assim, acho que é porque nunca saí de Illyan, e estou acostumado com o nosso povo amigável e com nosso líder que é uma das melhores pessoas que conheço. -Eryn ria de forma divertida após o próprio comentário.
- Ora, obrigado pelo elogio! - Iltharin riu brevemente, mas logo retomando sua seriedade. - É, meu filho, a vida não é feita só de luz, para que o mundo esteja em equilíbrio, é necessário que haja luz e sombra, principalmente dentro de nós mesmos, geralmente nós elfos temos nosso lado luz muito mais forte do que o lado sombra, mas isso não quer dizer que sejamos perfeitos, ninguém é, e com isso, devemos aceitar nosso lado sombra como sendo parte do nosso ser, e a união dos dois lados em harmonia como sendo o nosso ser por completo.
- Realmente, eu concordo com o senhor, na maioria das vezes nós negamos o nosso lado sombra, nossos defeitos, nossas imperfeições, e nos sentimos perfeitos, então quando outra pessoa não nos aceita, ficamos indignados, e até magoados, porque não achamos possível que as pessoas não aceitem alguém como nós, e no fim das contas, isso acontece porque nós mesmos não nos aceitamos por inteiro, não aceitamos ‘nossa sombra’ como sendo partes de nós mesmos. Mas então muito obrigado pelas sempre sábias palavras, meu pai, agora vou à procura de Tarina, preciso conhecê-la o mais rápido possível. - Disse Eryn, que já parecia mais calmo depois da conversa com seu sábio pai.
- Não há de que, filho, sempre que precisar, saiba que pode contar com seu velho pai - Disse Iltharin, sorrindo.
Após se despedir de seu pai, o jovem Eryn saiu de casa à procura da casa de Tarina, irmã de Linna, que morava ao lado do mensageiro do vilarejo. Enquanto andava pelas ruas de Illyan, o jovem elfo reparava na beleza do lugar em que vivia, Illyan era um vilarejo cuja união entre a civilização élfica e floresta era perfeita, o lugar era perfumado pelas flores que pareciam estar por toda parte embelezando todo o local, a felicidade nos rostos de cada habitante de Illyan era contagiante, e trazia um clima amigável ao lugar, os elfos de Illyan não tinham nenhuma espécie de preconceito com quem quer que fosse visitá-los, todos eram bem vindos, pois no fim das contas são todos filhos da Mãe Natureza que vivem na mesma casa, ou no mesmo planeta, e no fim das contas todos compartilham do mesmo amor pela vida e respeito pela natureza e pela beleza e grandiosidade da vida como um todo.
Eryn andava por Illyan e não demorou muito tempo até encontrar a casa de Horith, que ficava entre duas outras casas, logo causando a dúvida do jovem elfo, que resolveu bater na porta de seu amigo mensageiro para perguntar qual casa era a de Tarina.
- Olha! Se não é meu amigo flautista Eryn! O que manda? Tem alguma carta que quer que eu envie? Daqui a pouco já estou de saída para fazer as entregas da manhã. - Disse Horith, animado como de costume.
- Não, não, Horith, acho que vou precisar dos seus serviços em breve sim, mas por hora só quero uma informação mesmo. Em qual dessas duas casas mora uma elfa de nome Tarina? - Perguntou Eryn, mostrando as duas casas as quais ele se referia.
- Se precisar dos meus serviços eu to às ordens! Mas bom, Tarina mora nessa casa à esquerda da minha, não a vejo sair muito, mas é uma ótima pessoa.
- Obrigado, Horith, até breve! - Disse Eryn, já se despedindo do amigo e indo em direção à casa de Tarina, logo batendo na porta da mesma.
- Bom dia, posso ajudá-lo? - Dizia Tarina, uma bela elfa de cabelos negros e longos, seus olhos eram atípicos, a jovem tinha um olho verde e outro azul, e seu rosto tinha traços parecidos com o de Linna, o que fez o jovem Eryn ter certeza de que aquela era a irmã da violinista.
- Bom dia, não sei se você me conhece, mas eu sou Eryn, filho do sábio Iltharin, prazer em conhecê-la! Mas eu vim te procurar pelo seguinte motivo: Você é a irmã de Linna? - Perguntou o jovem
- O prazer é meu, Eryn, meu nome é Tarina! E sim, eu sou a irmã de Linna sim, mas agora te pergunto, como conhece minha irmã? Conheceu no Natura Festivitas? - Perguntava a jovem elfa.
- Exatamente! Eu a conheci no festival, e não sei bem o que aconteceu, não sei nem como te dizer isso, afinal de contas você é a irmã dela, e não sei se seria muito apropriado dizer isso de cara.. Enfim! Eu acho que estou apaixonado por Linna, essa é a realidade.. Eu sei que é muito cedo pra achar isso, eu mesmo acho que não faz sentido nenhum, mas eu simplesmente não sei o que ela fez que mexeu tanto comigo, eu não consigo tirá-la da minha cabeça, os poucos momentos que passei com ela fizeram eu me sentir mais vivo, de certa, forma, eu não sei se estou falando coisa com coisa, mas enfim é isso! - Dizia o jovem Eryn, muito nervoso e confuso com toda a situação.
- Confesso que estou muito surpresa com isso tudo! Mas acalme-se, e por sinal, pode entrar, fique à vontade, não vamos ficar conversando aqui do lado de fora da casa não é mesmo? - Disse a jovem elfa, e logo após isso, os dois entraram na casa da jovem, enquanto Eryn parecia estar se acalmando aos poucos, pois a reação da irmã de sua amada havia sido a melhor possível.
- Mas então, Eryn, me diga, o que quer saber sobre minha irmã? Creio que deve ter muitas perguntas para fazer, já que não deve ter dado tempo de vocês se conhecerem melhor durante o festival - Disse Tarina
- Eu queria saber como é a vida de Linna lá em Tarn-eth, e também como foi o passado de vocês duas, meu pai me disse que atualmente a vida em Tarn-eth é difícil, pois o líder deles é um mercenário.. Enfim, no geral é isso que quero saber - Dizia o jovem Eryn.
- Bom, vou te contar um pouco da nossa história então, já que é o que quer saber. Eu e Linna nascemos em Tarn-eth, nossa infância foi boa assim como a de qualquer elfo, e na época o nosso vilarejo se parecia muito com o que Illyan é hoje em dia, era um lugar muito agradável de se viver, mas passaram-se uns anos e eis que chegou a hora do sábio Transcender(momento na vida de um sábio em que ele deixa seu corpo material e seu espírito alcança o nível de maturidade e sabedoria suficiente para se juntar à entidade da Mãe Natureza, dizem as lendas élficas que existe um lugar sagrado no planeta onde os espíritos do sábios habitam após transcenderem, conhecido como A Cachoeira da Vida, porém nenhum elfo chegou a encontrar tal lugar, embora muitos já tenham tentado) e depois disso a vida em Tarn-eth nunca mais foi a mesma, eu de cara já desgostei do novo sábio, eu não sei bem o porquê, mas não sentia positividade vinda dele, foi nesse momento em que decidi fugir de lá e vir pra Illyan, Linna tentou me impedir, à princípio, mas depois aceitou minha decisão, mas ela decidiu ficar lá, até para não deixar nossos pais sozinhos e tudo mais, eu não me arrependo da minha decisão, só fico triste porque não pude trazer o resto da minha família comigo, e infelizmente hoje em dia é ainda mais difícil de trazê-los para cá do que era quando eu fugi. A vida da Linna em Tarn-eth atualmente é difícil, como a de todo mundo que mora lá, ela trabalha muito para poder pagar todas as taxas e impostos cobrados pelo líder do vilarejo, e com isso tem pouco tempo pra se dedicar ao violino, que é a paixão dela, como você deve saber, né. - Logo após as palavras de Tarina, Eryn ficou pensativo por um breve tempo, porém logo voltou a si.
- E com o que ela trabalha? - Perguntou o jovem, curioso.
- Ah, é verdade, eu esqueci de dizer! -Tarina riu brevemente- Mas bom, ela é a mensageira interna oficial de Tarn-eth, ou seja, ela só entrega as cartas dentro do vilarejo, tem o mensageiro externo que faz as entregas de Tarn-eth pra qualquer outro lugar, lá é diferente daqui, aqui é um mensageiro para os dois serviços né.
- É verdade, até porque parece que Illyan é menor do que Tarn-eth, então por enquanto não há necessidade de dois entregadores, mas bom, Tarina, muito obrigado por tudo, voltarei aqui outra hora, passei o fim da manhã e a tarde toda aqui e nem vi o tempo passar, tenho que voltar para casa pois pretendo escrever uma carta para Linna e enviá-la ainda hoje, se meu amigo Horith permitir - Disse Eryn, sorrindo amigavelmente.
- Tudo bem, Eryn, quando quiser, é só aparecer. Até mais! -Dizia Tarina, acompanhando o jovem até a porta de casa.
Eryn enquanto andava em direção a sua casa, percebeu que estava faminto, pois sequer havia almoçado naquele dia, então se apressou e chegou em casa, não encontrou seu pai, pois este estava trabalhando. Eryn fez uma breve refeição e rapidamente foi para o seu quarto, pegou folha, pena e tinta, como de costume e começou a escrever a carta para Linna:
Minha querida Linna
Estou te escrevendo essa carta pois quero saber como você está, hoje visitei sua irmã Tarina, ela me contou um pouco da história de vocês e me contou que você trabalha muito e que a vida em Tarn-eth é difícil, e para ser sincero eu estou muito confuso com tudo, você mexeu muito comigo, de uma forma boa, porém inesperada, eu sei que sinto algo muito forte por você, só não sei exatamente o que é ainda, mas eu quero que mesmo distante, você tenha certeza que to sempre ao seu lado, eu simplesmente não consigo te tirar da minha mente e do meu coração, até porque eu não quero isso, o que mais quero é me aproximar de você cada vez mais, quero poder te abraçar novamente e sentir meu coração bater cada vez mais rápido, como eu senti quando nos abraçamos naquela noite em que nos despedimos, e quero poder sentir o seu coração batendo da mesma forma. Bom, se cuide, espero ter notícias suas em breve, pois sinto saudades.
Eryn.
Logo após ter escrito a carta, Eryn foi correndo para a casa de Horith, pedindo ao amigo que enviasse a carta para sua amada o mais rápido possível, e foi o que o mensageiro fez, logo partindo para Tarn-eth. Eryn voltou para sua casa, e como já era noite, o jovem se deitou em sua cama e adormeceu, para sonhar com sua violinista amada.
————————- FIM DO CAPÍTULO II ————————-
Bom, esse foi o segundo capítulo dessa história, espero que tenham gostado, e bom, queria agradecer ao pessoal que elogiou a proposta do meu tumblr e que tem gostado da história, eu realmente não esperava maior manifestação de ninguém, então foi uma puta surpresa boa, então mais uma vez, obrigado e até o próximo capítulo!
July 29th, 2011
Encanto Divino (Capítulo I: Natura Festivitas)
Eram tempos de festa em Illyan, era a época de celebração à vida, estavam em período de Natura Festivitas, como eles chamam, e nessa época, os elfos se reúnem ao final de cada dia, no centro do vilarejo, para comer, beber, cantar, dançar, festejar e agradecer à natureza por tudo que ela proporciona a eles, toda a felicidade e toda a paz interna e externa presente na vida dos elfos, tudo isso eles devem apenas à natureza, e a agradecem por isso.
Em uma das noites de festa, o jovem flautista Eryn era o centro das atenções, suas músicas traziam a alegria para aquele ambiente, até os animais e as forças da natureza pareciam festejar quando o jovem tocava sua flauta. Nas noites de celebração do Natura Festivitas, o vento soprava suavemente, parecendo envolver os elfos e encher seus pulmões de ar puro da floresta, era como se os elfos estivessem respirando junto ao planeta em si, respirando toda essa corrente viva de ar do planeta. O fogo da fogueira central do vilarejo queimava intensamente, porém não violentamente, era um fogo de paixão, de amor, que transmitia um calor e conforto aos corações dos elfos, calor que aflorava os sentimentos, o fogo ali era a forma mais intensa e mais forte de expressão de amor e vida da natureza, os elfos sentiam seu sangue pulsar tão intensamente quanto o queimar daquela fogueira. A água dos rios refletia a beleza do céu estrelado e da lua, e também transmitia a serenidade e a calma, pois tudo deve ser aproveitado ao máximo e sem pressa, toda a felicidade do festival e tudo ali presente. A terra parecia mais viva do que nunca, as flores floresciam, mostravam sua beleza por inteiro e exalavam seus perfumes e o ambiente se tornava o mais agradável possível para os elfos, o vento fazia com que as árvores parecessem dançar ao ritmo da música do vilarejo, essa é a Natura Festivitas, é o tempo onde os elfos e a natureza se tornam um só, conectados pelo amor pela vida.
O jovem Eryn, logo após ter tocado sua flauta, se sentou ao redor da fogueira central do vilarejo enquanto descansava, e simplesmente não conseguia tirar os olhos de uma jovem violinista, até então desconhecida, ele nunca tinha a visto ali no vilarejo, e a melodia que a jovem tocava pareceu tocar diretamente no coração de Eryn. Essa violinista era Linna, uma jovem elfa de olhos azuis como a água dos rios, sua beleza era estonteante, Eryn não era o único que tinha seus olhos voltados à jovem, muitos outros elfos faziam o mesmo, e então a Linna olhou nos olhos de Eryn e sorriu amigávelmente, o elfo logo desviou o seu olhar por vergonha, e após isso, ele saiu dali e foi direto para sua casa, porém não conseguia tirar o sorriso de Linna de seus pensamentos.
Ao chegar em casa, Eryn encontrou seu “pai”(Iltharin, o sábio do vilarejo, que criou ele, e mesmo que ele não fosse o pai biológico de Eryn, o jovem o chamava de pai) olhando para a lua e para o rio que corria ali perto da casa deles, e antes que Eryn fosse dormir, seu pai o chamou.
- E como foi o festival, meu filho? - Perguntou Iltharin
- Foi ótimo, pai, como sempre! - Disse Eryn, em tom de voz entusiasmado.
- Como sempre mesmo ou aconteceu algo de diferente? Pareço ver um certo brilho de felicidade a mais em seus olhos.
O rosto de Eryn se corou no momento em que seu pai disse tais palavras.
- Ah, é que a cada ano que passa, parece que me sinto mais conectado à natureza, e com isso meus sentimentos se intensificam! - Respondeu o jovem.
- Eu entendo, meu filho, agora não vou mais te impedir de dormir, vá, descanse, a noite deve ter sido cansativa, e amanhã tem mais. Tenha uma boa noite, meu filho! - Disse Iltharin, sorrindo.
- Muito obrigado e boa noite para o senhor também, pai! - Disse Eryn, logo se dirigindo ao seu quarto para descansar depois daquela longa noite festiva.
Eryn ficou com o sorriso de Linna e a melodia da mesma em sua mente, e enquanto estava deitado sem conseguir dormir, teve uma idéia, e logo se levantou e revirou seu quarto todo à procura de suas folhas pautadas e as encontrou, pegou sua pena e tinta e começou a escrever uma música baseada na melodia de Linna, enquanto tocava partes da melodia em sua flauta, dava a sua própria interpretação e seus próprios sentimentos à música, fazendo então, sua própria versão daquela melodia. Após algumas horas escrevendo, o jovem terminou, e como estava extremamente exausto, se atirou na cama e dormiu.
No dia seguinte, Eryn acordou e se deparou com Haedric, seu melhor amigo, um violonista, sentado em seu quarto, e logo tomou um susto.
- Haedric?! O que faz aqui?! - Disse Eryn, assustado.
- Não lembra que tínhamos combinado de ensaiar algumas músicas para hoje à noite? - Respondeu Haedric, enquanto ria de seu amigo.
- Sim, eu me lembro, mas a gente tinha combinado de se encontrar quando o sol estivesse… Peraí, o sol já está se pondo?! - Perguntou, surpreso.
- Exatamente! Parece que alguém dormiu demais hoje, não?! - Haedric aindia ria de Eryn
- Minha nossa… Me desculpa, Haedric, mas ao menos foi por um bom motivo, escrevi uma música nova, podemos tocá-la essa noite, o que acha?! - Dizia Eryn, em um tom de voz empolgado
- Oras, toque-a e direi o que acho dela! - Respondeu Haedric.
No instante em que Haedric disse isso, Eryn pegou sua flauta e imediatamente começou a tocar a música que havia escrito baseado na melodia da violinista, e Haedric ouvia atentamente mas já esboçava um sorriso nos lábios, e ao terminar de ouvir a música de seu amigo, disse:
- Nossa! Eu acho que é uma de suas melhores músicas, já tá perdoado por ter dormido demais. - O jovem soltou um breve riso.
- Muito obrigado, Haedric! Eu falei que tudo isso tinha sido por um bom motivo. - Eryn ria descontraidamente.
- Vou fazer uma base no violão pra essa sua melodia e acho que conseguimos tocá-la essa noite sim! - Disse Haedric entusiasmado, enquanto já dedilhava algumas notas em seu violão.
Os dois ensaiaram pelo resto da tarde e o dia anoiteceu, o povo do vilarejo aos poucos se reunia ao redor da fogueira central, e já se escutava um ou outro cantando as canções élficas tradicionais daquele povo. Eryn e Haedric se dirigiram ao local, Eryn estava ansioso e ao mesmo tempo nervoso, não sabia se encontraria a misteriosa violinista que encantou seu coração na noite passada, e o que ele mais queria era conseguir tocar para ela a música que fez.
Começaram as apresentações de alguns músicos dali do vilarejo, todos talentosíssimos, e a natureza toda dançava através da magia das melodias tocadas e cantadas por aqueles músicos, Eryn assistia as apresentações mas não conseguia parar de pensar em Linna, eis que ele avista a jovem violinista chegando, seu coração começa a bater intensamente e de forma arritmada, e suas mãos ficam trêmulas, ele estranha porque nem mesmo a conhece e ainda assim nunca sentiu nada parecido por alguem, a bela Linna começou sua apresentação com o violino, Eryn ficou impressionado com a técnica e a emoção com a qual a jovem conseguia tocar o violino, ela nem mesmo olhava para o instrumento enquanto tocava, deixava o sentimento falar mais alto e as notas soavam magicamente lindas e no fim de sua apresentação, todos a aplaudiram de pé.
Eryn e Haedric se apresentaram logo após Linna, tocaram todas as suas músicas tambem de forma brilhante, ambos são músicos talentosíssimos, e deixaram a recém-feita música de Eryn por último, e quando os dois começaram a tocar esta, Eryn olhou para Linna, que abriu um largo sorriso para o jovem. Ao terminar a apresentação dos dois, Haedric foi pegar algo para beber e Linna se aproximou de Eryn e os dois começaram a conversar.
- Minha nossa! Estou impressionada, ficou muito bonita essa sua interpretação da minha música, me sinto honrada! - Disse Linna, logo abrindo um largo sorriso
- Ah, muito obrigado! Eu que fiquei impressionado, tanto com a sua apresentação de ontem como com a de hoje, brilhante mesmo! E por sinal, qual é o seu nome? - Perguntou Eryn, que parecia hipnotizado pela beleza e doçura de Linna.
- Obrigada pelos elogios! Eu me chamo Linna, e você? - Perguntou a jovem
- Eu me chamo Eryn, prazer em conhecê-la! Bom, eu nunca te vi aqui no vilarejo antes, então, de onde você é?
- Eu sou de um vilarejo de elfos um pouco distante daqui, chamado, Tarn-eth, mas a minha irmã mora aqui, e resolvi vir visitá-la em época de Natura Festivitas, pois queria saber como os elfos de outro vilarejo comemoram esse festival - Disse Linna.
- Bom, e está gostando do festival? - Perguntou Eryn, sorrindo.
- Sim, e muito! Lá em Tarn-eth não comemoramos com tanto foco na música, nosso foco é nas comidas e bebidas o que ótimo, mas a minha paixão pela música é maior do que tudo, e isso que fez eu me apaixonar imediatamente por Illyan.
- Olha, eu te entendo bem, minha paixão pela música também é maior do que tudo, eu de fato não sou daqui, não sei nem mesmo aonde eu nasci, nem conheço meus pais ou parentes, fui deixado aqui quando pequeno, e desde então sou criado por Iltharin, que eu chamo de pai, mas as pessoas daqui de Illyan chamam de sábio. - Eryn riu brevemente após sua resposta
- Nossa, mas nunca se interessou em conhecer os pais ou sua origem? - Perguntou Linna.
- Sinceramente? Não mesmo, não sinto falta de algo que nunca vivi, e estou mais do que satisfeito com a minha vida aqui em Illyan.
- Ah, entendo, e se está satisfeito, então tá tudo certo né! - A jovem sorriu enquanto olhava nos olhos de Eryn
- Bom, Linna, já está ficando tarde e eu tive uma idéia, já que amanhã é o ultimo dia de Natura Festivitas, o que acha de irmos para a minha casa e compormos uma música? Daí amanhã podemos nos apresentar juntos tocando essa música - Disse Eryn, sorrindo, sem tirar os olhos dos olhos de Linna
- Nossa, é uma ótima idéia! Encerraremos o festival da melhor maneira possivel né! - Disse a jovem entusiasmada.
Os dois se dirigiram até a casa de Eryn, onde passaram horas e mais horas compondo juntos, o tempo voou para ambos, pois a paixão de ambos pela música parecia fazer daquele momento algo mágico. Ao amanhecer, depois de terminarem a música juntos, Linna foi embora da casa de Eryn, e o jovem elfo foi descansar, e sonhar com a violinista que não saía de sua mente.
Como Eryn havia ido dormir ao amanhecer, mais uma vez acordou tarde e novamente, se deparou com Haedric em seu quarto.
- Boa noite né! - Disse Haedric, rindo
- Deixa eu advinhar, mais uma vez acordei na hora em que o sol se põe?
- Quase! Hoje conseguiu acordar um pouco antes, mas ainda assim está atrasado para nosso ensaio, hoje é o último dia de Natura Festivitas e temos que encerrar da melhor maneira possível, e por falar nisso, tem uma visita aqui pra você..
- Visita? Mas quem…
Eryn fora interrompido por Linna, que abria a porta e logo entrava no quarto do jovem.
- Bom dia, Eryn! - Disse Linna, sorridente como de costume.
- Ah! Bom dia, Linna, que surpresa boa! - Disse Eryn, que sorriu ao vê-la
- Chamei Linna pra ensaiar conosco porque fiquei sabendo da música que vocês passaram a noite passada inteira compondo, essa eu acho que ficará mais bonita se for só vocês dois tocando, mas então Linna vai se apresentar junto com a gente, ela faz umas participações nas nossas músicas e vocês terminam o show com a de vocês. - Disse Haedric
- Ótima idéia, Haedric! - Disse Eryn, entusiasmado
- Digo o mesmo, acho que esse noite vai ser inesquecível! - Dizia Linna
Os jovens ensaiaram por breves horas, Eryn tentava disfarçar, mas por vezes, se pegava olhando para Linna, e a violinista tambem, por vezes, olhava para Eryn, era como se a conexão entre eles fosse mais forte do que a paixão pela música que ambos compartilham, é algo quase que incontrolável, é um sentimento muito forte e intenso, porém, ainda em evolução, nos corações de ambos.
A noite finalmente chegou, o último dia do festival, todos os músicos ansiosos para se apresentarem, todos os elfos estavam felizes, Illyan emitia felicidade e magia, a natureza sorria para os elfos e também agradecia a eles pelos momentos festivos que terminariam naquela noite, é como se esse festival trouxesse mais felicidade para a natureza, mais vida, então a natureza é grata aos elfos assim como eles são em relação a mesma.
Antes de se apresentarem, Eryn e Linna ficaram conversando.
- Então, hoje é o último dia de festival, e é tambem meu último dia em Illyan.. - Dizia Linna, expressando certo desânimo em seu tom de voz
- Mas você já vai embora? Achei que iria ficar mais tempo. - Disse Eryn, um tanto descontente com a situação
- Eu preciso, minha vida está em Tarn-eth né, trabalho, e tudo mais, vou precisar sair daqui bem cedo..
- Entendo.. - Disse Eryn, que logo segurou uma das mãos da jovem, que sorriu ao receber esse gesto de Eryn.
O tempo foi passando e os músicos se apresentaram com magia e maestria, como de costume, eis que chegou a vez de Haedric, Linna e Eryn se apresentarem, foi a melhor apresentação da noite, Eryn e Linna na ultima música(a que eles haviam feito na noite passada) conseguiam demonstrar toda a paixão que eles sentem pela música, no fim da apresentação todos os aplaudiam de pé, mas infelizmente aquele também era um momento triste, Linna tinha que partir naquela hora para poder chegar à tempo na sua cidade.
- Então eu acho que isso é um adeus né? - Disse Eryn, a olhando nos olhos e segurando as mãos da mesma
- Eu acho que sim, infelizmente.. - Respondeu Linna, que demonstrava tristeza pelo momento de despedida
- Mas pode ter certeza que ainda nos veremos, o mais rápido possível - Disse Eryn, que esboçava um breve sorriso nos lábios
- Assim espero! - Disse Linna, que tambem já esboçava um sorriso.
Os dois permaneceram em silêncio por um tempo e logo se abraçaram, um abraço longo e carinhoso.
- Você tambem sente isso..? - Sussurrou Eryn
- Eu acho que sim.. Mas é estranho, mal nos conhecemos, e acho que sinto algo tão forte por você. - Respondeu Linna
Os dois permaneceram em silêncio novamente, enquanto se olhavam nos olhos e sorriam.
- Eu vou te visitar em Tarn-eth, assim que eu puder. E enquanto não te visito, com certeza te escreverei cartas, e tambem músicas! - Disse Eryn, sorridente
- Eu também te escreverei, não tenha dúvidas, e espero que nos vejamos em breve né! - Disse Linna
- Eu não gosto muito desses momentos, mas como é por um breve momento, então adeus, Linna, até breve!
- Até, Eryn! Sentirei saudades.. - Disse Linna, que logo ia caminhando pela estrada no meio da floresta
———— FIM DO CAPÍTULO 1 —————
Bom, esse foi o capítulo 1 desse meu romance élfico, espero que gostem :D
Podem sempre comentar, criticar, sugerir algo, me perguntar algo, qualquer coisa, através do ask. Até o próximo capítulo! o/
July 29th, 2011
Prefácio - Encanto Divino
Um romance que se passa na floresta, o lar dos elfos! Os belos elfos e suas vidas de amor à natureza e à vida dão toda a magia, poesia, música, e romance dessa história tão cheia de sentimentos, tão intensa, tão viva! A história se passa em Illyan, um grande vilarejo élfico, aonde vive o nosso protagonista, Eryn, um jovem flautista, popular entre as pessoas do vilarejo pois suas músicas e melodias tem a fama de invocar o sentimento de alegria nas pessoas, porém, há tempos parece que o jovem elfo não anda mais tão inspirado, ele sente que algo está faltando em sua vida, talvez um amor, uma experiência de vida, talvez ele sinta falta dos parentes, que ele nunca conheceu, Eryn foi criado pelo sábio de Illyan, pois fora abandonado no vilarejo ainda enquanto bebê, por um desconhecido. Eryn sabe que deve se sentir inspirado pelo simples fato de estar vivo, deve se sentir inspirado pela natureza, e ele sente isso, mas parece que ele quer uma nova fonte de inspiração, diferente das que já inspiram ele a vida toda, ele quer dar mais vida e amor para as suas músicas e para as melodias de sua vida e de seu coração.
July 29th, 2011
Prefácio - Aetas Paradisi (Era do Paraíso)
A história se passa no planeta terra pós-raça humana, os humanos foram acabando com o planeta terra aos poucos, enquanto viviam, até que a natureza chegou ao seu limite de sofrimento, foi quando aconteceu o que os Nefyri(novos habitantes da Terra) chamam de ‘Lux Renovatio’ que é uma espécie de mecanismo da natureza para acabar com a raça predominante e se recriar, muitos rumores existem sobre como esse fenômeno de fato acontece, mas ninguém sabe ao certo. Os Nefyri agora habitam o planeta, eles são filhos do universo, suas consciências sobrevoam cada galáxia do cosmos e sua existência material só passa a existir quando se sentem conectados à natureza de algum planeta, conectados por um sentimento, o sentimento fundamental para a existência do ser, o amor, seu amor pela natureza do planeta os atrai e a própria natureza cria o corpo material dos Nefyri, e o planeta Terra recriou o corpo dos humanos para que os Nefyri habitassem. A história girará em torno do protagonista Adnus, um Nefyri que estuda o planeta Terra em busca de acontecimentos da era humana, mesmo que todos digam que o planeta Terra eliminou todo e qualquer vestígio dessa era, porém ele não acredita nisso, ele acredita que os Nefyri só podem evoluir junto ao planeta se souberem os erros cometidos pelos humanos na era passada.
Bom, é isso, esse é o prefácio da minha história de fantasia/ficção científica, logo logo vou começar a postá-la de fato, a idéia não é ir postando aos poucos uma história que já tenho escrita, a ideia é ir escrevendo e vocês irem acompanhando a evolução da história, acho que isso cria uma relação mais próxima entre escritor e leitor, vocês podem até me sugerir algo para a história através do ask, criticar, comentar, fiquem à vontade! :D